Rogue Trooper – Ilustres Desconhecidos da Ficção Científica

Olá cidadãos da internet e amigos do Central Pandora! Tudo bem com vocês? Como vocês sabem, nós somos fãs da ficção científica e, apesar deste gênero trazer alguns dos personagens mais famosos do cinema, livros, jogos e quadrinhos, muitos nomes ainda são desconhecidos.

É por isso que estamos trazendo uma série com alguns perfis de personagens, explorando heróis, vilões e tudo entre as duas definições. Claro que muita gente conhece esses personagens, porém, eles não são tão populares quanto nomes da Marvel ou do universo Star Wars, por exemplo.

Para iniciar essa nossa série escolhi um personagem da 2000 AD, minha editora de quadrinhos favorita e que tem um repertório incrível de heróis desconhecidos da ficção científica. O personagem de hoje é Rogue Trooper.

Ilustres personagens desconhecidos – Rogue Trooper

Rogue Trooper

Como apresentado pela própria 2000 AD, Rogue Trooper “Nascido para lutar, vivendo para se vingar”, é um GI (Genetic Infantryman, Infantaria Genética), o último sobrevivente de sua espécie e um soldado perfeito.

Rogue, como é chamado por seus companheiros, foi criado durante a guerra entre os Norts e Southers (Nortistas e Sulistas) em um planeta chamado Nu Earth (uma brincadeira com a palavra em New Earth, que quer dizer Terra Nova).

Nu Earth era, no passado, um paraíso natural, mas foi destruído pela guerra e por armas químicas. Nesse inferno tóxico, apenas os GIs são capazes de sobreviver sem equipamento de proteção.

Rogue e os seus irmãos de guerra geneticamente modificados são capazes de resistir a todo tipo conhecido de veneno e possuem a pele resistente à corrosão por ácidos, conseguindo ficar submersos nesse tipo de líquido sem nenhum dano. Em um possível crossover com o universo de Aliens, os GIs seriam oponentes formidáveis para os xenomorfos, não é mesmo?

Esses soldados implacáveis são caracterizados pela pele azul e pelo cabelo branco. E todos possuem um biochip que podem ser instalados em equipamentos após a morte do soldado. Isso garante que os guerreiros caídos possam continuar ajudando na guerra como equipamentos avançados com inteligência artificial.

Rogue Trooper é acompanhado por três companheiros em forma de biochips, Helm, Gunnar e Bagman. Consecutivamente instalados no capacete, no rifle e na mochila de Rogue.

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A missão de Rogue Trooper

A ideia do alto escalão do Sul era lançar os GIs em um ataque surpresa na Quartz Zone. Esta seria uma ação com todo o regimento dos soldados azuis em um ataque surpresa poderoso contra os Norts para acabar com a guerra de uma vez por todas.

Mas os planos falharam quando um General traidor alertou os Norts do ataque programado. Preparados para o combate, os Norts transformaram a ação em uma grande emboscada e o suposto fim da guerra se tornou o Massacre da Zona de Quartz, onde todos os GIs foram destruídos.

Rogue foi o único sobrevivente do massacre. Ele iniciou a sua saga de vingança pelo cenário envenenado e desolado de Nu Earth, sempre tentando encontrar o General que traiu os Sulistas.

Mas claro que essa missão não seria fácil, com os Norts ostentando um poderoso exército e novas armas químicas que destroem o sistema imunológico dos GI, como o vírus feito especialmente para derrubar Rogue.

Criação do personagem

Rogue Trooper é um dos personagens mais populares da 2000 AD e é bastante conhecido no Reino Unido. Ele foi criado em 1981 por Gerry Finley-Day, que assumiu o roteiro, e por Dave Gibbons que criou os visuais.

Finley-Day fez uma mistura interessante de elementos da ficção científica com histórias e jargões militares clássicos, trazendo um paralelo com a Guerra Civil Americana e com a Primeira Guerra Mundial.

Além de Dave Gibbons, outros desenhistas talentosos fizeram parte da história do Rogue, como Brett Ewins e Colin Wilson.

Recepção e fim

A recepção de Rogue foi de magnitude estelar, rapidamente se tornando o possível segundo personagem mais popular da editora, atrás apenas do Juiz Dredd. As suas histórias conseguiram muitos fãs e o personagem foi sucesso de venda.

Porém, o quadrinho deu uma de Twin Peaks e decidiu responder a pergunta principal da trama um pouco antes da hora. Com a sua missão de vingança concluída e o General traidor morto, as histórias do último GI tiveram dificuldades para encontrar um novo rumo e trazer de novo o foco que as antigas publicações tinham.

Aos poucos as edições foram ficando menos sólidas e consistentes, sem um propósito definido, mesmo com a 2000 AD tentando novas fórmulas para resgatar o charme do soldado e seus companheiros em forma de chip.

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Em 1989, Gibbons retornou ao título, dessa vez com um reboot completo da história que recebeu o nome “War Machine”. A nova trama seguiria uma segunda geração de GIs, criados pela Clavel Corporation.

Uma das principais similaridades é que apenas um soldado geneticamente modificado sobrevive nesse novo reboot. No entanto o último sobrevivente, chamado Friday, não tinha os biochips como companheiros.

Com a história e o know-how de Gibbons e uma belíssima arte por Will Simpson, a primeira leva de histórias de Friday é muito boa e faz jus a série original. Porém, quando Michael Fleisher assumiu os roteiros, os quadrinhos começaram a ficar confusos e passaram a cair em diversos clichês.

O fim veio quando Friday encontra com o Rogue Trooper original, perdendo toda a coesão e senso de lógica da série. O tempo de Rogue Trooper como um personagem principal chegava então ao fim.

A volta de Rogue Trooper

Apesar do fim, o personagem não foi esquecido e ainda é um dos nomes mais famosos da 2000 AD. Ele apareceu novamente nos quadrinhos Mercy Heights, uma trama médica espacial, e em outras histórias em flashbacks. Uma das voltas do personagem foi na Prog 2050, pelas mãos de James Robinson e do artista Leonardo Manco.

Porém, as aparições mais notáveis do personagem foram na série Jaegir, que acompanha um investigador de crimes de guerra dos Norts, e na minissérie Hunted, que explora o passado do General que traiu os Sulistas.

Rogue Trooper também tem uma interessante participação nos jogos. Rogue Trooper, de 2006, produzido pela Rebellion, reconta os aspectos principais da história do personagem.

O jogo não é perfeito, mas é muito interessante para quem acompanha as páginas da Rebellion ou para quem quer simplesmente ter um primeiro contato com o soldado azul. Há também uma versão remasterizada lançada em 2017.

Também podemos esperar uma aparição do GI nos cinemas, com um filme que já foi anunciado e que vai ser dirigido por Duncan Jones, diretor do excelente Lunar de 2009.

E esse foi o nosso personagem do dia, espero que tenham gostado! Muito obrigado e até o próximo Ilustres Desconhecidos.

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