O filme ‘A Bruxa‘, que será lançado nos cinemas brasileiros no dia 3 de março, está tendo bastante repercussão nas redes sociais graças a comentários como os do grande escritor Stephen King que disse ter ficado bastante assustado e descreveu o longa como “um filme de verdade, tenso, instigante, e ainda visceral.”

‘A Bruxa’ mistura ficção e realidade para montar a história do encontro de uma família Puritana com a terrível vilã. Para criar uma atmosfera realmente tensa e realista, o diretor Robert Eggers fez pesquisas sobre o período histórico por diversos anos. Ele reuniu informações sobre a vida das pessoas do século 17 e até sobre a forma como elas falavam, além da verdadeira história da caça às bruxas na América.

O filme segue a história de uma família Puritana da cidade que tenta começar uma nova vida em uma região selvagem da Nova Inglaterra. Cercados por solidão e ameaçados por um tipo de força sobrenatural, a família acaba sendo levada a loucura e a um nível de desconfiança destrutivo.

Robert Eggers é nativo da Nova Inglaterra e contou ao Indie Wire que ‘A Bruxa’ nasceu da sua obsessão pelo oculto que vem desde a infância. “Nós crescemos ouvindo histórias da bruxa que vivia na floresta ou da bruxa da outra rua” Eggers disse ele. “Eu tentava ir a Salem em todo Halloween e sempre ficava desapontado porque as bruxas não eram reais.” Apesar de Eggers não acreditar mais nas lendas, ele usou como fonte relatos reais de feitiçaria.

“Nós buscamos informações contos de fadas e lendas urbanas, mas também procuramos por diários e relatos de feitiçaria de verdade, além de registros de tribunais, e você sempre vê as mesmas histórias, a mesma bruxa…Se eu pudesse pegar o pesadelo de um Puritano como imagino e passar para a mente dos telespectadores, o meu objetivo estaria cumprido.”

A realidade é uma coisa muito subjetiva, e essa é a posição que o filme tem em relação a esses registros e relatos que irão aterrorizar o coração dos telespectadores. Existem explicações completamente racionais para os eventos descritos mas qual a diversão nisso? Em entrevista ao Slash Film, Eggers creditou os quatro anos que levou para reunir os fundos necessários para se manter no tempo em que fez a minuciosa pesquisa sobre o período e seus medos. Além das consultas com historiadores e visitas a museus, Eggers insistiu em ser o mais preciso possível, nos mínimos detalhes. “As roupas são toda baseadas em padrões de vestuário reais, é tudo costurado a mão, tecidos fabricados a mão,” disse Eggers. “Tudo da fazenda que você vê na câmera foi feito com os materiais corretos, o que quer dizer que nós tivemos que utilizar ferramentas daquele período para fazer as coisas.”

A Bruxa, que tem o subtítulo “A New England Folktale,” (Um conto folclórico da Nova Inglaterra) pode ser classificado como um tipo de ficção histórica — aquele que usa precisão para causar efeito psicológico. Sua autenticidade foi designada para transportar os telespectadores para uma época na qual os temores que parecem bobos agora, eram presentes e muito reais. Tão reais que o próprio diretor vê razão para acreditarmos neles. “Porque as bruxas não existem hoje em dia,” contou Eggers ao Slash Film, “Eu senti que era necessário criar um século 17 totalmente verossímil, no qual as bruxas realmente existiam” Se ‘A Bruxa’ alcançar o seu objetivo de te fazer viajar no tempo, você poderá sair do cinema acreditando nelas também.

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