Contos de fadas: Os Sapatinhos Vermelhos

Contos de fadas: Os Sapatinhos Vermelhos

Os contos de fadas são conhecidos por serem histórias de crianças, principalmente depois de muitos deles terem ganhado versões mais “leves” nas adaptações da Disney. E de fato muitos deles foram feitos com o intuito de passar mensagens educativas para as crianças, só que de uma forma um pouco mais assustadora.

Quando eu estava no Ensino Médio, o professor de português comentou sobre essas histórias e citou contos de fadas que tinham desfechos sinistros como O Flautista de Hamelin e Os Sapatinhos Vermelhos.

E neste post eu vou falar justamente sobre Os Sapatinhos Vermelhos, uma história criada pelo poeta dinamarquês Hans Christian Andersen publicada pela primeira vez em 1845.

Os Sapatinhos Vermelhos

Após a morte da sua mãe, a protagonista Karen é adotada por uma mulher rica e acaba crescendo cercada de mimo e vaidade. Antes de ser adotada ela tinha apenas um par de sapatos vermelhos simples, porém, mais velha ela pede a sua mãe adotiva um par de sapatos vermelhos feitos para uma princesa.

A intenção dos sapatos era fazer com que todos olhassem para ela com admiração. Ela usava os sapatos todos os dias, mesmo eles sendo impróprios para usar na igreja. Mesmo sendo repreendida por isso, ela volta a usar os sapatos no próximo domingo.

Na primeira vez que Karen usa os sapatos para dançar, ela percebe que não pode parar até que eles sejam removidos. Porém, mesmo assim um dia ela deixa a sua pobre mãe adotiva doente e casa e vai para um baile com os seus sapatinhos.

Dessa vez, o pior acontece. Ela começa a dançar, mas não pode mais parar pois os sapatos não saem. Karen dança durante dias, passa por prados e campos, e perde o funeral de sua mãe. Um anjo carregando uma espada aparece para a moça e condena-a a dançar, mesmo após a sua morte, para servir como um aviso para as crianças.

“Dançar você vai, ” diz ele, “dançar com os seus sapatinhos vermelhos até ficar pálida e fria, até a sua pele encolher e você virar um esqueleto! Dançar você vai, de porta em porta, e onde as crianças boas e ímpias viverem você irá bater, eles irão te ouvir e te temer! ”

Ela pede perdão, mas os sapatos a levam embora antes que ela possa ouvir a resposta. A única saída que Karen encontra é pedir ao carrasco que corte os seus pés. O carrasco lhe dá um par de pés de madeira e muletas, e lhe ensina o salmo dos criminosos.

Contos de fadas: Os Sapatinhos Vermelhos

Achando que já sofreu o bastante, Karen vai até a igreja novamente, porém os sapatinhos vermelhos estavam lá para fazê-la se arrepender pelos seus pecados.

Cansada de tudo, Karen começa a trabalhar de empregada no presbitério e se torna um grande exemplo de piedade. Ela passa a ensinar as crianças que não se deve ligar para vaidade.

Quando chega o domingo, ela resolve não ir à igreja. Sozinha Karen pede a Deus que a ajude. O mesmo anjo aparece e dá a ela a piedade que havia pedido. Seu coração se preenche com a luz do sol, paz e alegria, e Karen vai para o Paraíso onde ninguém mais cita os terríveis sapatos.

A origem da história

De acordo com Hans Christian Andersen, a terrível história é baseada em um acontecimento da sua infância. Um dia seu pai recebeu uma encomenda de sapatinhos de dança para a filha de uma mulher muito rica. Foi dado a ele um pedaço de seda vermelha para confeccionar os sapatos.

Ele trabalhou com total cuidado nos sapatos, utilizou couro junto com a seda para que os sapatos ficassem bonitos e resistentes, porém na hora da entrega a mulher achou que eles ficaram um lixo.

Com total ignorância, ela disse que ele só havia estragado a sua seda. E ele, em resposta, disse que estragaria o couro também. Dito isso o homem cortou os sapatos bem na frente dela.

Apesar de não ser tão conhecida, a história dos Sapatinhos Vermelhos acabou tendo diversas adaptações. Uma delas é o filme Os Sapatinhos Vermelhos de 1948 que conta a história de uma jovem bailarina que se junta a um grupo de balé e se torna a dançarina principal na peça de mesmo nome.

Em 1951 a Looney Tunes também teve um curta metragem baseado no conto de fadas chamado O Caso dos Sapatos Mágicos.

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