O Tabuleiro Ouija é um elemento presente em diversas histórias de terror. Mas você sabia que este objeto criado com o intuito de se comunicar com os mortos, acabou se tornando um brinquedo de crianças? Conheça a história.

Como a Tábua Ouija se tornou um brinquedo para crianças

Como a Tábua Ouija se tornou um brinquedo para crianças

O Tabuleiro Ouija foi introduzido no mercado com os nomes “tabuleiro que fala” ou “tabuleiro dos espíritos”. Ele continha todas as letras do alfabeto e precisava de uma peça de madeira em forma de coração chamada “prancheta” para ser lido.

Muitos espiritualistas acreditavam que ele realmente era uma forma de se comunicar com os mortos.

A origem do Tabuleiro Ouija

A primeira menção à sua “escrita automática” como forma de interpretar mensagens vem de muito tempo atrás, ele já era conhecida por ter essas funções em 1100 d.C. na China, apesar de ainda não ter esse nome.

A fuji (扶乩) era uma das principais práticas da Quanzhen School, até que foi proibida pela Dinastia Qing. Acreditava-se que várias escrituras dos Daozang foram redigidas com base em mensagens recebidas através das “pranchetas”.

Métodos de comunicação com os espíritos semelhantes também eram praticados em vários países como Índia, Grécia, Roma e na Europa Medieval.

Tabuleiro Ouija para crianças

Em 1890 o empresário Elijah Bond apresentou uma patente para a prancheta e o tabuleiro do alfabeto como “Tabuleiro Ouija” com o intuito de torná-lo acessível para o público de uma forma comercial.

William Fuld, um empregado de Elijah Bond, foi o responsável pela produção do “tabuleiro que fala” em 1901. Charles Kennard, fundador da empresa que fabricou os “tabuleiros falantes” de Fuld, disse que conheceu o nome “Ouija” utilizando o próprio tabuleiro e que ele significava “boa sorte” em um dialeto antigo Egípcio (pesquisas posteriores nunca encontraram indícios da existência dessa palavra em nenhum dialeto Egípcio).

Quando Fuld assumiu a produção dos tabuleiros, ele popularizou a etimologia que hoje é mais aceita: o nome viria de uma combinação da palavra “sim” em Francês e Alemão (“Oui” e Ja”, respectivamente).

O nome de William Fuld era o primeiro que vinha na cabeça das pessoas quando se falava do Tabuleiro Ouija, já que ele havia reinventado a história, alegando que era o criador.

Entre 1920 a 1960 eles fizeram muito sucesso e vários competidores surgiram no mercado. Fuld tinha processos contra várias empresas em aberto até o ano da sua morte, 1927.

Em 1966 seus herdeiros venderam os direitos do Tabuleiro Ouija para a Parker Brothers que foi vendida para a Hasbro em 1991. Até hoje a Hasbro é a responsável pela marca e patentes, e foi ela a responsável por vender a popular versão do jogo voltada para crianças.

Esses misteriosos tabuleiros que muitos diziam permitir se comunicar com espíritos ou demônios, se tornaram um jogo infantil com um slogan um tanto assustador: “Ouija é só um jogo. Não é?”. Veja alguns comerciais exibidos nos anos 90 para promover os Tabuleiros Ouija:

Sim, os famosos Tabuleiros Ouija que você vê hoje nas histórias de terror, antes respondiam perguntas de crianças como: “Será que meus pais vão me deixar ir ao show? ” ou “Será que vai nevar amanhã?”.

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